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De olho na Conferência do Clima!

O meio ambiente nunca foi um assunto tão presente nas manchetes dos principais jornais de todo o mundo.

Apesar das longas discussões que já rondaram os encontros anteriores sobre o clima, há mais de uma década, desta vez a Conferência de Mudanças Climáticas, que começa nesta segunda-feira (7) em Copenhague, capital da Dinamarca, promete encontrar, verdadeiramente, soluções dentro de um novo acordo sobre a emissão de gases causadores do efeito estufa.

A reunião deste grande grupo de chefes de Estado e de governo na Dinamarca para tentar “salvar o planeta†deve causar algum barulho pelo mundo.

Mas, será que todos os países envolvidos que participarão do encontro terão efetivamente boas propostas?

Estados Unidos e China, os maiores causadores dos problemas climáticos mundiais, estão na mira de ambientalistas e estudiosos.

Barack Obama, o presidente norte-americano, tido por muitos com o “salvador da pátriaâ€, está encurralado. Apesar de visionário e cheio de boas intenções, se ele não levar a Copenhague a chave do acordo, a Conferência poderá ir por água abaixo.

No último mês, os EUA – que são responsáveis por 25% das emissões mundiais – informaram que têm como objetivo reduzir o CO2, causador do aquecimento global, em 83% até 2050.

Porém, para a Cúpula, será necessário ter uma carta mais ousada na manga. Já a China não apresentou sequer um grande incentivo à diminuição efetiva desses gases, apesar de ter confirmado presença na reunião.

O Brasil levará à capital da Dinamarca 725 delegados, de acordo com o Ministério de Relações Exteriores.

O alto número de participantes, que não acontece na maioria dos demais países, pode refletir certo interesse positivo de pessoas engajadas dispostas a entender o que será discutido nesta conferência.

O governo brasileiro anunciou, em caráter não-compulsório, a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa entre 36,1% e 38,9% até 2020. Ponto positivo para o país, levando em conta a postura que deverá ter em Copenhague.

Um estudo divulgado pela revista “Nature Geoscienceâ€, no domingo (6), revelou que as conseqüências do aquecimento global, em longo prazo, podem ser ainda maiores do que as previstas.

Ou seja, além da discussão para melhorar a qualidade do ar e diminuir as tragédias ocasionadas pelo efeito estufa hoje, é necessário não somente repaginar o Protocolo de Kyoto, como adequar os projetos de todos os países envolvidos para algo que possa melhorar o mundo também nas próximas gerações.

Espera-se que este encontro não seja meramente para o desenvolvimento econômico mundial.

 

Fonte: www.blogs.jovempan.uol.com.br

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