Pano Vivo: Sacolas Ecológicas

Consciência Ambiental

É um tema que por mais que seja bonito afirmarmos na atualidade como sendo de importância indiscutível, ainda é tratado como insignificante pelas poucas ações concretas demonstradas pela humanidade em seu conjunto, principalmente pelos governos.

Escolas, meios de comunicação, associações sem fins lucrativos, organizações não governamentais (ONGs), são exemplos de quem mais fazem alguma coisa quanto às urgentes questões ambientais.

Fala-se muito em cuidar da natureza, em divulgar a ideia da sustentabilidade, em mudar a mentalidade das pessoas o mais rápido possível frente à fauna e a flora, frente à qualidade do ar que respiramos e as temperaturas que já estamos quase no limite de não suportar.

Claro que o discurso ecológico é parte fundamental para uma mudança na visão de todos. Mas isso nunca será o suficiente! Já estamos sem tempo de evitarmos um colapso ambiental maior, dos quais já notamos acontecer em ritmo acelerado por todo o planeta.

A espécie humana assiste a si mesma transformando o seu único lar num verdadeiro inferno.

Podemos assimilar rápido uma consciência mais adequada frente ao nosso meio ambiente. Podemos começar a inversão, ou seja, a recuperação do recuperável dos crimes já cometidos contra o planeta, contra nós mesmos.

O meio ambiente não pertence a um determinado país, pertence à humanidade, e isso parece não despertar a urgência de nenhum país que se sente em “desvantagem” em cuidar da natureza frente aos que estariam descuidando.

Assim todos se tornam cúmplices de um caos maior.

Cada família pode contribuir com o lixo reciclado, com a economia de sacolas plásticas, entre outros pontos importantes, inclusive com a taxa de natalidade.

Mas as famílias agindo isoladamente nunca serão suficientes frente ao que estamos assistindo ser uma ameaça iminente.

Consciência ambiental refere-se a agir no cotidiano com a máxima atenção referente às atitudes ambientais corretas.

É ter responsabilidade social, saber fazer as escolhas com inteligência ao gerar resíduos. É saber enxergar a curto, médio e longo prazo o resultado de seu relacionamento com a natureza.

Ou seja, ter consciência representa o contrário do agir por impulsos ou agir sem pensar, em nosso caso, frente ao meio ambiente.

Podemos argumentar: se as famílias forem conscientes, melhorarem seus hábitos de consumo, as empresas também vão melhorar, os governos também serão mais conscientes em relação à defesa do meio ambiente e assim todos cuidarão melhor da natureza e nos salvaremos!

Mas a evidência já é clara: só com base na mudança de mentalidade das famílias em relação ao meio ambiente não salvaremos a humanidade de inúmeras tragédias (mortes) que já começamos a presenciar corriqueiramente na fúria da natureza, que está aceleradamente se tornando a nossa inimiga!

A razão é simples: a humanidade sobrevive dentro de um sistema capitalista que ainda ensina que o lucro, a base dos interesses econômicos, é tido como algo fundamental a qualquer custo, como sendo o lucro o mais importante do que qualquer coisa, ou seja, o meio ambiente e a nossa sobrevivência neste planeta pode vir em segundo e até terceiro plano.

Difícil alguém concordar com a afirmação acima, mas é realmente isso que aceitamos e vemos acontecer em nossas vinte quatro horas diárias.

Mesmo quando você está dormindo, alguém está poluindo em nome do lucro!

Somos a raça dominante e estamos destruindo conscientemente o próprio lar. Sabemos o que estamos fazendo e continuamos a ignorar a incoerência, a distorção. Será que somos realmente a espécie mais inteligente por aqui?

Veja este exemplo: sabemos que a exploração da matriz energética chamada petróleo é a razão fundamental para o aquecimento global, e ao mesmo tempo assistimos a comemoração de governos quando encontram mais reservas de petróleo para serem exploradas em seu território!

É esta a pobre mentalidade que assistimos no Brasil atual, mais um país onde se diz muito e se faz pouco em relação ao meio ambiente.

Sua Petrobrás, esfomeada por mais reservas de petróleo a serem exploradas, corre na contra-mão ambiental e investe em novos poços de petróleo a serem explorados por muitos anos a frente. Apoiada por governos medíocres.

A floresta Amazônia é um exemplo clássico do descaso nacional.

Anualmente a devastação no território verde brasileiro é assistida de camarote por toda a população, pelo presidente da república, pelos governadores, pelos prefeitos, deputados, vereadores, por partidos políticos que se dizem verdes, juízes de direito, empresários, forças armadas etc.

Todos só fazem tipo “olho aberto”.

A floresta continua a desaparecer do mapa, as queimadas continuam acontecendo e ninguém, no mínimo, se sente muito envergonhado ou preocupado com isso. Que tipo de nação é essa?

Pesquise sobre as razões de ainda não termos todos os nossos veículos movidos a células de hidrogênio, a eletricidade ou outras fontes de energia limpa e até mais produtivas.

Não se surpreenda se começarem a surgir evidências do comodismo econômico sustentado por todos os governos e empresários frente ao lucro garantido na exploração de petróleo.

A consciência ambiental, o ecologicamente correto, deve sim continuar a ser uma atitude diária nas famílias, mas elas também precisam de alternativas!

Se as famílias não abastecerem seus veículos com agentes poluidores, com o quê irão abastecer e se locomover?

Quem está investindo em alternativas?

Qual o governo humanamente responsável disposto a erradicar o petróleo do ar que respiramos?

Basta aos discursos vazios de inúmeros governos, autoridades e empresários insensíveis. O planeta está morrendo e a sua raça que diz ser a mais inteligente assiste tudo de braços cruzados, o seu lento suicídio, hipocritamente sendo disfarçado por conveniências econômicas e políticas.

Lute pelo fim aos combustíveis fósseis, faça o que estiver ao seu alcance!

Não apóie jamais governos ou políticos hipócritas ou medíocres em relação à defesa do meio ambiente.

Não dê lucros a empresas poluidoras, seja claro quanto à importância de estarmos defendendo a própria vida inteligentemente, defenda com atitudes práticas a sua própria mãe, o planeta ainda azul, chamado Terra.

 

Fonte: www.artigonal.com

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